As Quatro Estações de Foucault

As Quatro Estações de Foucault

Eu sou um experimentador no sentido de que escrevo para mudar a mim mesmo e não mais pensar como fazia antes.

Todos os meus livros são caixinhas de ferramentas. Se as pessoas querem abri-los, se servir dessa frase, daquela idéia, de uma análise como uma chave de fenda ou uma torquês, para provocar um curto-circuito, desacreditar os sistemas de poder, eventualmente até os mesmos que inspiraram meus livros ... pois tanto melhor.

Não me pergunte quem eu sou, não me peça para permanecer o mesmo.

A viagem rejuvenesce as coisas e envelhece a relação consigo.


PRIMAVERA
O discurso é o caminho de uma contradição à outra. Analisar o discurso é fazer com que desapareçam e reapareçam as contradições; é mostrar o jogo que, nele, elas desempenham, é manifestar como ele pode exprimi-las, dar-lhe corpo ou emprestar-lhes uma fugidia aparência. (Foucault, A arqueologia do Saber)
VERÃO
O poder é exercício, relação de forças, não é uma forma. Nunca está no singular por que está em relação com outras forças, um conjunto de ações sobre ações possíveis. Sempre uns estão querendo dirigir a conduta dos outros. A relação de poder se exerce tendo o pressuposto inelutável da liberdade. (Foucault, Vigiar e punir)
OUTONO
Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar e a refletir. (Foucault, História da Sexualidade 2: O Uso dos Prazeres)
INVERNO
Mas será que não poderia, a vida de cada um, se tornar um trabalho de arte? Por que a lâmpada ou a casa poderiam ser objetos de arte, e não a nossa vida? (Rabinow & Dreifus: Michel Foucault, uma trajetória filosófica)

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